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Kavafis, o pathos visceral de Alexandria
Por Luis Graça

Imagem: David Hockney, "In an Old Box - The Cavafy Suite", 1967

“When he left, I found, in front of his chair
a bloody rag, part of the dressing
a rag to be thrown straight into the garbage
and I put it to my lips
and I kept it there a long while
the blood of love against my lips”


“The bandaged shoulder” (1919)

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A Vida sob a Influência
Por Helena Vasconcelos

Alain de Botton é um escritor e pensador peculiar. Nasceu na Suiça, é de origem judia (sefardita) mas foi educado em Inglaterra, a partir dos oito anos. As suas recordações das escolas – Harrow e Cambridge – não são famosas. Cedo se deu conta de que o que lhe ensinavam não servia para a vida que desejava ter. Por isso, resolveu escrever obras onde traça novos caminhos para a felicidade e para a realização pessoal, em moldes pouco comuns. Os livros que já publicou – ““Como Proust pode salvar-lhe a vida”, “A Consolação da Filosofia”, “A Arte de Viajar”, entre outros – poderão ser catalogados como “manuais de auto-ajuda” mas Botton prefere chamar-lhes “Guias”, uma vez que neles não enuncia fórmulas infalíveis nem promete a felicidade eterna. Interessa-lhe, sobretudo, a ideia de “sabedoria”, um conceito muito antigo e quase tabu na nossa sociedade que, como sabemos, se afastou claramente do pensamento crítico e da reflexão. Usando, como base, o método dos filósofos da Grécia Antiga, este autor propõe-nos, de uma forma inteligente e acessível, uma contínua especulação sobre tudo o que nos rodeia, o que sentimos e a forma como agimos.
Para além de escritor, de Botton já produziu vários programas televisivos para o Channel 4, em Inglaterra e é co-fundador – com Neil Crombie – das Séneca Productions. O seu último livro, publicado em Portugal pela Dom Quixote, tem como título “Status. Ansiedade”. A combinação destes dois conceitos – a procura incessante, na sociedade contemporânea, de um “estatuto” que está intimamente ligado à ideia de “ansiedade”, a qual, por sua vez, provoca “stress” e infelicidade – foi tema de uma conversa, quando o autor visitou Lisboa.

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Brasil, Portugal e África
Por Adelto Gonçalves

Imagem: Alberto da Costa e Silva"

DAS MÃOS DO OLEIRO: APROXIMAÇÕES, de Alberto da Costa e Silva. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 240 págs., 2005. E-mail: sac@novafronteira.com.br.

Pensar o Brasil, Portugal e a África de expressão portuguesa — essa é a preocupação que marca “Das mãos do oleiro: aproximações”, novo livro de Alberto da Costa e Silva, 74 anos, ex-embaixador brasileiro em Lisboa, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras e notável africanista que já nos deu “A enxada e a lança: a África antes dos portugueses”, “A manilha e o libambo: a África e a escravidão, de 1500 a 1700”, “Um rio chamado Atlântico: a África no Brasil e o Brasil na África” e “Francisco Félix de Souza, mercador de escravos”, todos publicados pela Editora Nova Fronteira, do Rio de Janeiro.

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Desleixo
Por Ana Nobre de Gusmão

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Entrevista a Paulo José Miranda
Por Maria João Cantinho

Paulo José Miranda é poeta, escritor e dramaturgo. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa. É membro do Pen Club desde 1998. Publicou três livros de poesia, quatro novelas e uma peça de teatro. O seu primeiro livro de poesia venceu o Prémio Teixeira de Pascoaes em 1997 e a sua segunda novela venceu o primeiro Prémio José Saramago em 1999. Recebeu uma bolsa de criação literária do Ministério da Cultura para escrever a sua terceira novela e uma outra da Fundação Oriente para viver três meses em Macau e escrever a sua quarta novela. O seu último trabalho é "America": um texto àcerca da América em 99 pontos (tem mais dois livros a serem publicados). No âmbito da poesia: "A Voz que nos Trai", 1997 (Primeiro prémio Teixeira de Pascoais em 1997), "A Arma do Rosto", 1998, "O Tabaco de Deus", 2002. Quanto à ficção, tem publicadas as seguintes obras: "Um Prego no Coração", 1998, "Natureza Morta", 1998 (Primeiro Prémio), "Vício", 2001 (Bolsa de criação literária do IPLB), "O Mal", 2002 (Bolsa da Fundação Oriente). Escreveu, ainda, uma peça de Teatro: "O Corpo De Helena", 2002.

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Entrevista com Maria João Cantinho e Ana Calhau
Por Ana Marques Gastão

Duas mulheres: uma, escritora, poeta, filósofa; a outra, fotógrafa e designer compuseram um livro em conjunto - "Sílabas de Água", Ed. Ver o Verso
Ana Marques Gastão entrevistou-as:

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Fátima, Virgínia, Jesus, e o Estácio
Por Marcia Frazão

Imagem: Marc Chagall, "Dreamer", 1945

Ao chegar na alfândega, Virgínia teve que explicar um baú cheio de açúcar. Na Capitania dos Portos, ninguém fora preparado pata tal tipo de contrabando. Em Lisboa ninguém dissera a ela que uma montanha de açúcar poderia causar problemas.

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Herberto Helder em prosa
Por Adelto Gonçalves

OS PASSOS EM VOLTA, de Herberto Helder. Rio de Janeiro, Azougue Editorial, 149 págs., 2005, R$ 36,00. www.azougue.com.br

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José Luis Tavares
Por Maria João Cantinho

Tavares, José Luís, "Agreste Matéria Mundo", Ed. Campo das Letras, Porto, 2005.

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Livros Lidos
Por Helena Vasconcelos

Uma ronda pelas livrarias, leituras diversas e alguns apontamentos...

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Machado de Assis e seus (poucos) leitores
Por Adelto Gonçalves

OS LEITORES DE MACHADO DE ASSIS: O ROMANCE MACHADIANO E O PÚBLICO DE LITERATURA NO SÉCULO 19, de Hélio de Seixas Guimarães. São Paulo, Edusp/Nankin Editorial, 510 págs, 2004, R$ 42,00. E-mail: edusp@edu.usp.br

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O rancor das pequenas coisas
Por Adelto Gonçalves

Dois em um — assim é o novo livro de Fabrício Carpinejar, 33 anos, filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi, uma das vozes mais peculiares e importantes da poesia brasileira contemporânea. "Como no Céu" e "Livro de Visitas" são dois trabalhos independentes reunidos num mesmo volume, sem contracapa, de tal maneira que um será lido de trás para a frente, do fim ao início.
Um trata da luz solar, o outro das sombras da noite, mas, como dia e noite, completam-se, pois ambos discutem uma relação a dois, com finais diferentes, numa época em que o ancestral amor de um homem por uma mulher, o único capaz de preservar a espécie, já não parece tão valorizado.

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Pintura de palavras achada num alfarrabista
Por António T.

Imagem: Kasuo Wakabayashi, "Ocre", 1976

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Rui Nunes: a experiência da desconstrução da linguagem
Por Maria João Cantinho

Imagem:Diane Arbus,"Identical Twins", Roselle, N.Y.,1967

Sonoridade bela, benfazeja, que torna o lugar habitável. Porquê? Porque não os instrumentos horríveis de ouvir?

Henri Michaux

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Trompete Nómada
Por Catarina Medina




Laurent Filipe: Filho de mãe suíça e pai português vê nessa conjugação a resposta ao seu nome de tendências francófonas. Criança viajada, acaba por vir parar a Lisboa no pós-25 de Abril, onde faz também a sua própria revolução. Em vez do cravo, fica o trompete como símbolo. A decisão de ser músico acontece e de novo volta a viajar aos 18 anos. Os EUA apresentam-se como destino. Entre aulas, workshops, concertos, prémios, gravações, colaborações faz-se nómada. De mochila às costas faz os seus dias entre cidades. Lisboa é uma delas.

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Um Eléctrico chamado Lisboa
Por Catarina Medina

Imagem: Mário Eloy, "Lissabon"

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Um século de Sartre
Por Helena Vasconcelos

Imagem: Jean-Paul Sartre por Cartier-Bresson

Jean-Paul Charles Aymard Sartre nasceu a 21 de Junho de 1905, em Paris, na rue Mignard, nº 13. O pai, Jean-Baptiste Sartre, um jovem oficial da Marinha, estava já muito doente com febres que contraíra na Cochinchina e morreu quando o filho tinha pouco mais de um ano. A mãe, Anne Marie Schweitzer era filha de Charles Schweitzer e prima do famoso Nobel da Paz, o médico e teólogo Albert Schweitzer.

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Violência de ontem e de hoje
Por Adelto Gonçalves

Imagem : "Judith and Holofernes", Artemisia Gentileshi, 1593-1652

A GEOGRAFIA DO CRIME — VIOLÊNCIA NAS MINAS SETECENTISTAS, de Carla Maria Junho Anastasia. Belo Horizonte, Editora UFMG, 173 págs., 2005, R$ 43,00. E-mail: editora@ufmg.br

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